Homenagem: Gilles Villeneuve
Exatamente hoje, no dia 8/5, 30 anos atrás em 1982, numa corrida no circuito de Zolder, Gilles Villeneuve, considerado por uma galera o maior piloto de todos os tempos, escapou numa curva, bateu e infelizmente acabou por falecer.
Gilles morreu dirigindo uma Ferrari, o cara foi apadrinhado pelo próprio Enzo, e logo nas primeiras corridas já deixou claro pra que chegou na F1: tava ali pra ganhar, foda-se o segundo lugar.
Sempre ouvi falar de Gilles como um cara brilhante, porem louco, demorou alguns anos pra eu ver o cara em ação. Uns anos atrás comprei no Ebay todas as temporadas de F1 desde 1970.
Gilles não era louco, era insano. Quando batia o carro, furava um pneu, ele não parava de acelerar. Continuava com o carro mesmo avariado.

Uma avaria no carro? Gilles não ligava para isso, continuava correndo na boa.
Na minha opinião pessoal, Senna foi o piloto mais rápido da história da F1. Foi também o mais cruel, se você não saísse da frente dele, provavelmente ele passaria por cima de você. Gilles, no entanto, deve ter sido o mais louco.
São histórias como a de Gilles e de Senna que me fazem amar a F1. Ambos queriam, claro, ser campeões, mas eram do tipo de caras que ao sentar no carro, tudo pra eles perdia o sentido, ou era ganhar ou ganhar. Correr de maneira conservadora só para ser campeão? Com esses caras não tinha isso, preferiam perder tudo.
Recomendo a todos o livro do médico Sid Watkins. Ele foi o médico chefe da F1 por anos, foi ele quem socorreu Gilles e Senna em seus acidentes. Era amigo de ambos. Tenho a versão original do livro, o nome é Life at the Limit (não sei dizer-lhes se existe versão brasileira).
Lá ele conta que certa vez estava saindo do hotel para ir até o circuito de Interlagos e encontrou Gilles no hall. Gilles ofereceu-lhe uma carona, a mulher do piloto estava no banco de trás do carro. O médico conta que chegou aterrorizado no circuito. Gilles acreditava que em qualquer acidente, ele podia sempre se enfiar em algum buraco onde podia se salvar. Ele passou todos os sinais vermelhos, passa em alta velocidade pela calçada batendo em postes, ralou em um monte de carro estacionado e etc. O percurso de uma hora foi realizado em poucos minutos, a mulher do piloto se enfiou embaixo do banco e disse ao médico que aquilo era normal.

Disputando o segundo lugar, na última volta, em 79. Insanidade.
Gilles, na verdade, queria chegar mais rápido do que havia chegado no dia anterior.
A competição, a vontade de ganhar, estava basicamente no DNA do cara.
Fica aqui minha homenagem a este gênio que hoje deve estar pilotando pelos jardins de Asgard, ao lado do grandioso deus Odin.
Abaixo, um vídeo tributo a Gilles que está no museu oficial do piloto. Vejam o que ele faz na pista, pra vocês entenderem o nível de insanidade e competitividade que esses caras tem.
E é por isso, meus amigos, que eu amo F1.

Que espetacular corrida, os caras dividindo curva, fritando pneu, saindo da pista. Nostalgia total ao ver esse video. Espero um dia poder ver alguma coisa parecida com isso na Formula 1. Tenho que confessar que meu olho ficou um pouco umido ao ver isso tudo. Valeu Morróida!
Porra Fábio, se fuder viu.
Seus textos são do caralho, e agora você fica preso só postando porra de F1.
Se foda seu gosto por F1 , vou para um blog de esporte se eu quiser ouvir só sobre essa porra. Honre o http://www.morroida.com.br e seus leitores antigos, escrevendo textos realmente interessantes além dessa caceta.
Cara, não quer ler sobre formula 1 então por que diabos clicou em um artigo que fala sobre F1??? alguma deficiência mental?
O Gravz, o Marcel e o Fábião postam o que eles quiserem aqui, não quer ler, simplesmente não clica na matéria, é o que eu faço quando falam de surf.
Pensar em mandar um email pro Fabião perguntando se o morróida morreu, afinal não vejo nenhuma atualização no Reader faz um tempão, mas antes disso dar uma olhada no site e ver um post de fevereiro dizendo que o morróida fechou é o cúmulo da burrice.
É, cabou-se o bom e véi morroida..